quarta-feira, 6 de abril de 2011

Cálice

Afaste-se de mim este Cale-se,
Fique longe de mim o silencio.
A sombra que me atormenta,
Dias e noites adentro.


Afaste-se de mim este Cálice,
Contigo não brindo mais nada.
Este sangue que escorre em tua boca,
Foi de minha veia que sugou sem piedade.


Afaste-se de mim este Cale-se.
Muda, você não me verás mais.
A muda que hoje plantarei, 
...será aquela que se enraíza a gritar.


Hoje mudo o meu mundo,
Hoje cale-se você!
Amanha brindarei em teu Cálice,
Já que hoje...
... verei-te morrer.


E te velarei...
E nao mais... me calarei...

5 comentários:

  1. Perfeito! Senti um traço de Augusto dos Anjos, nesse poema! Adorei! Bjs! =*

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  2. Nossa!Augusto dos Anjos!Imenso elogio!

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  3. Sou eu falando!!!Verdade...me separei faz 6 meses e essa sou eu... Lindo, mesmo!

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  4. Renatinha,
    Que bom!
    Meus leitores estao se encaixando aos poucos aos meu desvaneios...

    Gosto desta..E da poesia Carta a Ninguém, uma bofetada na alma!
    Espiei!

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  5. Afaste o cálice do silêncio e se cale com um brinde, um cálice cheio de vinho.
    Muito bom,

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